sábado, 30 de agosto de 2008

EM APENAS UMA LINHA

Meditação

Jeremias 15:16: “Achando-se as Tuas palavras, logo as comi, e Tua palavra foi para mim o gozo e a alegria do meu coração...”. Comer a palavra neste versículo, significa assimilá-la tornando-a proveitosa como alimento espiritual e motivo de grande gozo e alegria.
Mesmo sendo a Palavra de Deus nosso alimento e estando à disposição de todos quantos a desejarem, o número de crentes desnutridos nas igrejas é impressionante.
A alma anseia por Deus e, nos momentos em que a pessoa decide satisfazê-la, ávida e cegamente desfolha sua Bíblia, explora textos longos, navega pelos salmos... É uma procura válida, mas desnecessária, pois a Bíblia está repleta de verdades e promessas gloriosas que saciam nosso ser e garantem infindo prazer. Somente um exemplo: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).
Quem já não provou a sensação desesperadora de estar perdido? Nos apegamos a qualquer ponto de referência, a informações mal dadas e atalhos incertos... A possibilidade de não achar o retorno, é uma idéia que rejeitamos com relutância. Numa situação espiritual então, o sofrimento é triplicado. Mas surge Jesus se declarando o caminho para nos conduzir de volta! E podemos acreditar porque, além de ser o caminho, Ele é também a verdade! Ele não nos dá referências e informações duvidosas.
Quando perdidos, sem direção, quantas meias verdades tivemos que aceitar. Outra promessa admirável: Jesus me garante chegar ao destino com vida! Me aponta o caminho da verdade e me oferece vida! Que mais um perdido pode querer? São palavras suficientes para saciar o mais necessitado coração. São palavras confiáveis, fiéis... e disponíveis! Tudo em apenas uma linha!


Vítor de Oliveira

ATEU, GRAÇAS A DEUS

ateu

Gostaria de dedicar este espaço a você que se denomina ateu. Minha intenção não é mudar sua opinião, pois argumentos humanos não encontrariam em seu coração a receptividade necessária. Vou, porém, citar três das muitas razões que levam alguém a não acreditar na existência de um Deus. Uma delas pode ser a sua.
A primeira é a educação. Você cresceu ouvindo o quê sobre Deus? Que Ele é injusto, cruel, que abandona as pessoas, por isto existem mendigos, crianças passando fome, miséria? Que Ele é Pai? Se você teve um péssimo exemplo de pai, não é fácil aceitá-lo como tal. É preferível excluí-lo da sua mente, e a melhor maneira é desacreditar Sua existência.
Segunda razão: por conveniência. Deveria você acreditar que há um Deus que o vigia continuamente, exige um viver correto, sempre pronto a puni-lo? Que discorda do uso que você faz da sua liberdade? Afinal, ser livre é ser dono dos próprios atos, da própria vida... A crença em algo ou alguém que nada nos cobra é mais conveniente, concorda?
Terceira: a cegueira espiritual. A função de Satanás é impedir a compreensão das coisas espirituais (2 Coríntios 4:4: “Eles não podem crer, pois o deus mau deste mundo conservou a mente deles na escuridão. Ele não os deixa ver a luz que brilha sobre eles, a luz que vem da boa notícia a respeito da glória de Cristo, o qual nos mostra como Deus realmente é”. Satanás o induz a acreditar que ele próprio não existe porque gosta de agir na obscuridade. Quanto menos percebermos suas manobras, mais livremente ele pode atuar.
Ninguém tem a função de convencer você da realidade de Deus. Esta função pertence ao Espírito Santo. No momento em que encontrar em sua alma ambiente propício, Ele se manifestará de uma maneira tal que todas suas dúvidas serão afugentadas. Nada restará a você fazer, exceto alegrar-se intensamente e chorar o tempo perdido na incredulidade.
Certamente você tem uma Bíblia. Leia I Coríntios 2:14,15.


Vítor de Oliveira

FALANDO DE MORTE

Falando em morte

Negada, mal definida, distorcida... Como se com isto fosse possível evitar o inevitável ou tornar incerta a única certeza que temos.
As preocupações em torno da morte se resumem a “quando”, “como”, “onde”, “quem”. Deus não nos oferece respostas a estas indagações, mas nos dispõe a possibilidade de escolher para onde queremos ir depois. Esta deve ser a nossa preocupação.
O autor de um livro escreve que a sanidade humana depende de ignorar as grandes verdades. Assim vivemos nossas vidas sem atentar para o fato de que não há garantias de um amanhã. A vida é uma experiência única e seu final é numa sepultura.
Não existe outro assunto para escrever? O escritor deste artigo deve ser vendedor de caixões, de planos funerários, de seguros de vida...
Nenhuma das respostas anteriores. Sou apenas o propagador de um plano muito mais completo e confiável que qualquer plano e seguro: é o plano de salvação que me garante moradia eterna quando daqui me for. Conhecendo meu coração desassossegado, Jesus me libertou do temor da morte (Hebreus 2:14,15), tornando a espera mais tranqüila.
Isto leva o crente a não fazer da morte o fim de tudo, mas o começo. Esta esperança nos ajuda a cumprir nossos dias sem medos e pensamentos obsessivos do tipo “como”, “quando” e “quem vai primeiro”. Nos debatermos com questões sem respostas, torna a incerteza ainda mais angustiante.
Posso então agora rir do perigo, tornar-me insensível diante de tragédias, zombar da morte? Perder o temor de morrer não me torna um insano, mas alguém mais preparado para lidar com tudo que resulta da fragilidade da vida.
Não podemos nos esquecer que todos os infortúnios, inclusive a morte, são decorrentes de uma escolha do próprio homem. Como uma nova chance, nos é dada uma segunda escolha: viver para sempre.

Vítor de Oliveira

COMO UMA CRIANÇA

Como uma criança

O Sl 37:4 afirma que se nos deleitarmos no SENHOR, Ele atenderá aos desejos do nosso coração. Deleite significa gozo íntimo, prazer pleno. Ou seja, devemos fazer de Deus nossa fonte de alegria para que Ele atenda aos nossos desejos. Por outro lado Jr 17:9,10 diz que o coração humano é enganoso, por isto Deus o sonda e dá a cada um segundo o seu proceder e intenções.
Ele sabe que desejos egoístas podem se transformar em objetos de idolatria. Eles ocupam em meu ser o lugar que só pertence a Deus.
Em Mt 18:2,3 Jesus ensina que devemos ser como uma criança para entrarmos no reino dos céus. Você já experimentou expor seus desejos diante de Deus como uma criança o faz com seu pai? Com a mesma sinceridade? Com a mesma simplicidade? Com a mesma certeza? Com a mesma segurança? Uma criança não duvida, e nem sequer imagina a possibilidade de não ser atendida. Para ela, seu pai sempre pode.
Insistentemente e com riqueza de pormenores, tenho experimentado narrar a Deus meus planos e anseios, as coisas que pretendo fazer e como. E depois? Sem lhe dar prazos e pressioná-lo, aguardo como uma criança o faria.
Sabe que tem dado certo?! Ele conhece meu coração e sabe se meus desejos são egoístas ou não. Porque se forem, jamais serão atendidos. Para o meu próprio bem. Um “não” de um bom pai oculta tanto amor quanto um “sim”.

Vítor de Oliveira

EU SOU NORMAL

Eu sou normal

Tu és, eles são. Todos somos. Pouco espaço sobra para quem pense o contrário.
Nos arriscando a incorrer no saudosismo, tentamos desesperadamente resgatar os dias em que era possível ainda divisar a linha que separava as coisas normais das anormais. Definindo, antes, o normal é tudo o que é regido por normas sejam morais, jurídicas, religiosas. Portanto, podemos transformar qualquer coisa em normal desde que uma norma, uma moda, a oficialize e justifique. O que antes era proibido, torna-se permitido.
Num mundo descomprometido com os ensinamentos bíblicos, tal liberdade de criar leis e regras, sempre foi um risco a correr. A liberdade, desde o início, para o homem foi como uma arma em mãos erradas. Às vezes penso que sermos livres foi uma das piores coisas que nos ocorreu.
Como vimos, o normal é regido por normas. Mas acredito que até esta definição já esteja ultrapassada, pois a ausência de regras e normas também é normal. Um dia destes ao voltar para casa, um grupo de rapazes de dentro de um carro, debochava das pessoas que passavam na calçada usando palavras que num passado recente faria corar o mais depravado. Ninguém reagiu. Porque esses rapazes são normais e qualquer um que reagisse seria um anormal.
É dentro deste panorama de valores inversos que somos convocados a ser sal e luz. Você está preparado? Porque a tendência é ceder a esta pressão toda e aos poucos nos conformarmos. Quando foi escrito o livro de Apocalipse, as igrejas da época vinham adotando práticas contrárias aos preceitos bíblicos que deveriam ser considerados como normas do proceder cristão.
O pacote do permitido nas igrejas cada dia aumenta de volume porque as coisas que deveriam ser loucura para nós, tornam-se práticas comuns não só aceitas como justificadas. Não deveria ser o contrário, as coisas de Deus, loucura para o mundo?
Tenho me sentido à vontade quando este mesmo mundo me aplaude me considerando um dos seus “normais”? Fui chamado para ser diferente, anormal para o mundo. Para isto, devo rejeitar qualquer tipo de parceria. O joio e o trigo nasceram para crescer juntos, só com uma diferença: o joio será queimado. “A noite é passado e o dia é chegado. Rejeitemos pois as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz” (Rom 13:12).
Permitamos que os padrões de Deus sejam nossa regra de fé e determinem o que nos seja normal ou anormal.

Vítor de Oliveira

ENTREGAR OU NÃO ENTREGAR

Entregar ou mão

Pare a leitura antes de começar se você pretende aprender alguma novidade. Temos ouvido muitas mensagens — eu mesmo já preguei algumas vezes — sobre entregar a Deus nossos problemas. Já contei muitas experiências boas decorrentes da minha entrega a Deus da área financeira. Um exemplo: saio para comprar algumas coisas necessárias, digo a Deus quanto tenho no bolso e o valor que posso pagar pelos produtos especificando quais são. Volto para casa com todos eles no valor que podia pagar. Tornou-se uma experiência rotineira.
Todos nós conhecemos este princípio: Entregar nossos caminhos ao Senhor, mas pecamos pela falta de prática deste princípio. Esquecemos em minutos quando ouvimos uma mensagem com este tema. Voltamos para casa e reassumimos o controle de tudo como uma criança que diz: “O que é meu, é meu!”.
Deus reage às nossas ações. Temos alguns exemplos disto: entrega teu caminho ao Senhor, e tudo Ele fará; deleita-te no senhor e ele concederá o que deseja o teu coração, venham a mim os cansados e eu os aliviarei. Minha ação vem primeiro. Não adianta só concordar ou acreditar que tenho que entregar meus propósitos e anseios a Deus, é preciso partir para a ação.
Entregar está atrelado a outro verbo: descansar. Costumo utilizar como exemplo de entrega a postagem no correio de uma correspondência, um produto. Entregamos ao funcionário, registramos, pagamos e voltamos para casa tranqüilos , descansados. Com Deus é diferente por quê?
Só descanso quando consigo lançar sobre Ele minha ansiedade (I Pe 5:7). Veja o que diz o Dicionário: Lançar (arremessar, atirar com força, impelir, soltar da mão com ímpeto). Significa que joguei para longe minha ansiedade. A metáfora do correio é perfeita porque quando envio algo é para outro endereço longe de mim. Deus é o endereço certo para enviar meus transtornos. Não há descanso sem espera. Salmo 37:7 diz: “descansa no Senhor e espera nele”. Espera lembra paciência: “Esperei com paciência no Senhor...” Esperar com paciência é uma ação minha que atrai uma reação de Deus: “...e Ele e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor” (Salmo 40:1).
Você vai continuar assumindo o lugar do dono de todas as coisas, inclusive dos seus problemas? Quando você finca pé nesta decisão, imagine Deus dizendo em resposta lá de cima: “Então, o problema é seu”.

Vítor de Oliveira

UMA FÉ CEGA

Uma fé ceg

Transtornos, contrariedades, quem nunca os teve? Não é exatamente uma tragédia, mas algo que foge ao nosso controle e nos tira a paz. Um vazamento de água, um defeito no carro, no computador, uma doença, uma má notícia... São momentos em que nos sentimos impotentes, tentando entender o porquê. Não somente o porquê, mas como tais adversidades podem cooperar para o nosso bem conforme Romanos 8:28.
Um dias destes, logo após um contratempo, fiquei imaginando como aquela “tragédia” poderia cooperar para o meu bem, e o que resultante dela eu poderia chamar de bem. Em primeiro lugar o contratempo em si não é o bem, mas só contribui para isto. Meditando um pouco mais, conclui que o porquê, o como e o que não me pertence saber, mas só confiar. Continuando a caminhar, algo me sussurrou: “a fé é cega”. Imediatamente alguns textos bíblicos começaram a fluir: “a fé é a certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem”, “bem aventurados os que não viram e creram”. Portanto, a fé é cega; ela não vê, ela só acredita que é possível, que algo bom vai acontecer...
Jesus pergunta a Tomé: “você creu porque me viu? Para crer no visível não é preciso fé. A verdadeira fé, sem ver, visualiza o agir divino através das névoas das adversidades. É paradoxal. Humanamente inconcebível.
Conclui também que preciso deixar de entender por bem somente coisas palpáveis e mensuráveis. Se um infortúnio me aproxima mais de Deus, me torna mais dependente dele e me ensina a confiar cegamente nas Suas promessas, já cooperou para o meu bem.
Infelizmente não é possível transferir experiências, só compartilhá-las. Você terá que aprender com seus contratempos.


Vítor de Oliveira

BÊNÇÃOS SOB MEDIDA

Bênçãos sob medida

No deserto Deus faz cair dos céus um alimento balanceado para o povo de Israel, mas ele não se contenta e deseja carne. O capítulo 11 de Números narra a insatisfação deste povo, e o Salmol 78:26-31 declara que um vento forte arrastou numerosas aves as quais caíram em seus acampamentos. Eles comeram até se fartarem. E estando-lhes na boca ainda o alimento, desencadeia-se contra eles a cólera divina, fazendo perecer os mais fortes deles.
Nem sempre estamos preparados para receber o que desejamos e na quantia que desejamos. Deus conhece nossas necessidades e sabe o que realmente é necessário (Mat 6:8). “Necessário” aqui abriga a idéia de quantidade e qualidade. Parafraseando o Salmo 23:1: “O Senhor é meu Pastor e nada do que for necessário me faltará”. Quando os israelitas colhiam o maná além do essencial para uma provisão diária, ele estragava (Êxodo 16:16-20).
Nossa estrutura física não suporta o contato direto com a glória divina, e todas as vezes que Deus se revelou, foi de uma forma que homens pudessem suportá-la. Um contato maior, significava a morte. Ou seja, foi uma manifestação sob medida. Um dia, com um corpo glorificado, estaremos prontos para usufruir uma proporção mais generosa da Sua presença sem desmaiarmos.
I Co 10:13 garante que as tentações são permitidas na proporção em que podemos suportar. Do mesmo modo as bênçãos também são proporcionais à nossa estrutura. Nossas emoções nos limitam. Imagino o quanto Maria foi emocionalmente preparada para receber a notícia de uma maternidade invulgar.
Quando permito Deus me prover do que preciso, Ele calcula a quantidade de acordo com minha precisão e urgência. E isto, diariamente, me impedindo de cultivar um sentimento cobiçoso que nada entende de medidas.

Vítor de Oliveira

TÃO PERTO, TÃO LONGE

Tão perto

Fico preocupado todas as vezes que alguém, ao me fornecer um endereço, cita as palavras “próximo”, “ao lado”, “em frente”. Na maioria das vezes, ao encontrar o local, constato que as referências dadas estão muito distantes do local que procuro e as que estão próximas nem foram mencionadas. Demoro a encontrar um lugar que às vezes está tão perto.
Vivemos numa contínua procura por algo, alguém, soluções, respostas. As informações nem sempre nos ajudam a encontrar o que procuramos. Quando não atrapalham.
Na eterna procura por Deus, quantos estão insistindo em caminhos e portas erradas. Que referências temos eu e você dado a eles para que encontrem a direção? Se Deus habita em mim, a melhor referência sou eu mesmo. Lucas 17:21: “Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está entre vós”. O endereço para o reino de Deus somos nós. Jesus garantiu que estaria conosco. Como resultado, Ele tem que ser encontrado em nós.
Quando disseram a Pedro: “Você é um deles” e ele negou, foi como se dissesse: “Procurem em outro lugar”.
Posso, com meu proceder, deslocar os que procuram por Ele; torno-me uma péssima referência; sou um desvio, não a vereda principal. Jesus está próximo, mas eu O faço distante. Mas quando “meu falar me denuncia” (Mateus 26:73) e “tenho o bom cheiro de Cristo” (II Coríntios 2:15), não há como errar. Cristo fica em evidência!
Outra coisa desagradável é quando as más informações descrevem o que procuro completamente diferente do que realmente é. Desço e subo a mesma rua sem conseguir identificar o que, ou o lugar que estou buscando. Como Deus tem sido mal descrito! Com quantas caras já o pintaram! Isto tem levado o homem a idealizar o seu próprio Deus e sair depois à procura de um “que se encaixe”.
Eu e você somos a referência do verdadeiro Deus pouco importando se outros querem ou não encontrá-lo. Muitos O encontram sem ao menos O procurarem se somos o endereço certo. Romanos 10:20: “E Isaías ousadamente diz: Fui achado pelos que me não buscavam, fui manifestado aos que por mim não perguntavam”.


Vítor de Oliveira

UM NOVO DIA

Um novo dia

Fim de madrugada. Os primeiros raios de luz abrem passagem a mais um alvorecer. Embora todas as coisas ao redor continuem iguais, o dia é novo como um carro zero ou um terno recém comprado. Novo dia, novas oportunidades. O sol é o mesmo, mas seus raios não.
Somos inclinados a fazer comparações. Se hoje foi um dia ruim, amanhã também o será; se uma noite foi mal dormida, todas serão. Um dia novo traz consigo circunstâncias diferentes. Não é por acaso que Jesus é denominado Estrela da Manhã. Com a chegada da manhã todas as esperanças se renovam. O Salmo 30:5 diz que o “choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”.
Por outro lado, as coisas negativas estão reservadas para a noite: os pesadelos, a chegada do ladrão, o choro, a solidão, o temor. O hino 556, um dos mais apreciados do Hinário “Cantor Cristão”, é chamado de “Oração Para a Noite”. Sua primeira estrofe termina dizendo: “Ó Jesus bendito, se comigo estás, eu não temo a noite, vou dormir em paz”.
As trevas carregam a noite de tons sinistros. Com a chegada do dia, a luz dispersa as trevas enchendo novamente o mundo de cores e expectativas. É interessante pensar que, se somos a luz do mundo, logo somos o dia do mundo. Somos nós que damos ao mundo tonalidades alegres e esperança.
Conseguimos renovar as esperanças quando aprendemos a viver um dia de cada vez momento a momento. O amanhecer de um dia novo dá início ao hoje. O ontem já não existe e o amanhã é improvável. Jesus nos ensinou a pensar assim mas, como alunos negligentes, nos esquecemos disto às vezes.
Outra coisa que devemos aprender é abandonar as previsões negativas, entregar nosso dia nas mãos de Deus e deixar as coisas acontecerem no tempo dele. Com exceção, é claro, das nossas obrigações diárias: levantar, tomar banho, trabalhar... Isto Ele não fará por nós.
Você está lendo estas palavras em tempo de vivê-las, pouco importa o horário. O primeiro passo é esquecer que o amanhã já lhe acena carrancudo como um patrão exigente. Segundo passo, viva o agora, pois o amanhã não existe... Quando ele chegar, se transformará em hoje...
Tenha um bom dia!


Vítor de Oliveira